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PRIMEIRA
FASE |

Entre 1918 e 1928, desenvolveu-se a primeira
fase de modernização do jornal,
na qual se iniciou um processo de reorganização
e reestruturação do vespertino,
que incluiu a aquisição de maquinário
e a busca de instalações mais
adequadas para a redação. No entanto,
este período foi marcado por crises financeiras,
já que o jornal se encontrava endividado
e com baixas vendas.
O jornalista realizou modificações
editoriais, valorizando temáticas locais,
regionais, culturais, esportivas e sociais,
até então pouco divulgadas. Cásper
traz, portanto, assuntos que já eram
abordados pela mídia européia
e norte-americana, desde o século XIX,
para a imprensa brasileira. Através de
matérias sobre a urbanização
da cidade e suas conseqüências, criou-se
um vínculo entre a comunidade e o jornal.
A Gazeta começou a publicar uma página,
em cada edição, destinada à
cobertura esportiva no Brasil e no mundo. O
interesse dos leitores pelo assunto incentivou
Cásper a publicar o suplemento A Gazeta
Esportiva, que futuramente - em decorrência
de seu sucesso - se desvincularia do vespertino
e se tornaria um jornal independente.
Apaixonado pelo esporte, o jornalista fez de
A Gazeta, uma difusora desta prática.
Para chamar a atenção dos leitores,
concebeu diversas provas esportivas, como a
São Silvestre, Prova Ciclística
Nove de Julho, Campeonato Nacional de Futebol
Varzeano e Travessia a Nado de São Paulo,
sendo que algumas delas ainda são disputadas
nos dias atuais. Além de tais eventos,
Cásper patrocinou o concurso de Beleza
Senhorita São Paulo, que é antecessor
ao concurso de Miss Brasil.
Para incentivar a leitura do jornal por todos
os membros da família, Cásper
criou a Página Feminina e A Gazeta Infantil.
Na publicação destinada às
mulheres, o vespertino procurou unir temáticas
sobre corte, costura, culinária e crianças
com assuntos dedicados às mulheres modernas,
que trabalhavam e praticavam esportes. A Página
Feminina é a primeira seção
de interesse feminino, publicada por um dos
grandes jornais da época.
O suplemento A Gazeta Infantil, que mais tarde
ficou conhecido como Gazetinha, apresentava
charges e histórias em quadrinhos, além
de matérias destinadas ao público
infanto-juvenil, o que era inexistente na imprensa
brasileira da época. Anos depois, criou-se
o suplemento A Gazeta Juvenil, com o objetivo
de publicar textos para os adolescentes já
habituados à leitura. |
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