|
Documento sem título
|
 |
|
 |
 |
| |
Centenário
Em um século
de história, o jornal A Gazeta, impulsionado
por seus líderes empreendedores, inovou
e modernizou o jornalismo brasileiro
Neste 16 de maio, a marca A Gazeta comemora
o seu centenário. O jornal paulistano,
um dos mais importantes veículos de comunicação
do século XX, inovou a imprensa brasileira
e a forma de se fazer jornalismo. Mas, certamente,
seus primeiros colaboradores e leitores não
imaginaram o sucesso que o vespertino alcançaria
nas décadas de 30, 40 e 50.
A Gazeta surgiu com o espírito republicano.
Quando criada, em 1906, pelo jornalista Adolfo
Campos de Araújo, o vespertino seguiu
os moldes dos jornais do século XIX:
poucas imagens e muito texto. Como era de costume
na época, dedicava-se, entre outras coisas,
a defender um posicionamento político
e a tratar de economia, literatura e cultura.
Os primeiros anos do jornal ficaram marcados
por crises financeiras, que caracterizavam um
período de instabilidade. José
Pedro Araújo, João Dente e Antônio
Augusto Covello foram os protagonistas que conduziram
A Gazeta e tentaram reerguê-la. Mas, o
difícil começo do vespertino foi
apenas o impulso inicial para que, anos mais
tarde, A Gazeta alcançasse seu período
áureo, sob o comando do jornalista, e
empreendedor, Cásper Líbero.
Ao assumir o comando de A Gazeta, em 14 de julho
de 1918, Cásper promoveu um programa
de modernização no vespertino,
a fim de transformá-lo no jornal mais
moderno da América Latina. Inovador,
o jornalista investiu na criação
de novos e inéditos suplementos e na
valorização de temáticas
locais, regionais, culturais, esportivas e sociais,
a fim de atrair a atenção dos
leitores. Assuntos que não eram abordados
pela imprensa brasileira, ganharam espaço
em A Gazeta.
Apaixonado pelo esporte, Cásper fez de
A Gazeta um veículo difusor desta prática.
O jornalista concebeu diversas provas esportivas,
dentre elas, algumas disputadas até os
dias atuais, como a Corrida de São Silvestre
e a Prova Ciclística Nove de Julho. Para
cobrir tais eventos, passou a publicar diariamente
uma seção sobre esportes. O interesse
dos leitores pelo assunto incentivou o empresário
a criar o suplemento A Gazeta Esportiva, que,
posteriormente, se tornou um jornal independente.
Na década de 30, o país passava
por crises políticas.
A Gazeta tomou a frente da Revolução
de 1930 e do Movimento Constitucionalista, por
isso foi empastelada por getulistas. Os revoltosos,
além de incendiarem as instalações
do vespertino, destruíram o relógio
(símbolo máximo do jornal), que
se localizava na faixada do prédio. Cásper
Líbero moveu uma ação contra
o Governo Federal e, com o dinheiro da indenização,
viajou à Alemanha e comprou os mais modernos
equipamentos de impressão existentes.
O crescimento e a modernização
do vespertino estagnaram com a morte de Cásper,
em 1943. Mas A Gazeta ainda se manteve como
pioneira até a década de 50, quando
os demais jornais promoveram inovações.
No dia 25 de agosto de 1979, em meio a uma crise
financeira, A Gazeta se transformou em um suplemento
do jornal A Gazeta Esportiva. Mas, 20 anos depois,
o caderno deixou de ser publicado.
A Gazeta, ao longo de sua trajetória
centenária, trabalhou na busca pelo desenvolvimento
de São Paulo e do país. Com forte
cunho nacionalista, o jornal fez do "progresso"
a palavra-chave que resume a sua história.
A Gazeta, com 73 anos de publicação,
ensinou à posteridade como fazer do jornalismo
uma arma social em prol do país. |
|
|
|
|
 |
|
|