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Duelos históricos
Primeiro jogo
Organizado para testar qual dos maiores centros econômicos
da época era o melhor no futebol, o primeiro confronto
entre as seleções paulista e carioca aconteceu
em 1901. No primeiro jogo, disputado em São Paulo,
o placar foi de 2 a 2. No Rio, o empate também prevaleceu,
mas dessa vez sem gols. Assim, a primeira tentativa de saber
qual estado apresentava o melhor futebol terminou empatada.
Jogaram pela seleção paulista: Holland; Belfort
e Nobling. Savoy, Jeffery e Muss; Salles, Bayer;Casemiro,
Costa, Miller e Alico. Seleção Carioca: Echumback;
Fuar e Nóbrega; Cox, Wright e McCullack; Walter, Santos,
Morais e Frias.
Virada histórica
Os cariocas conquistaram o título do Campeonato Brasileiro
de Seleções de 1941 após uma virada histórica
contra os paulistas, em São Januário. Na primeira
partida, disputada no Pacaembu, os paulistas haviam vencido
por 1 a 0 e os cariocas precisavam da vitória para
serem campeões. São Paulo esteve em vantagem
durante praticamente todo o tempo, com os placares favoráveis
de 2 a 1 e 3 a 2. Porém, no final, prevaleceu a força
de reação carioca, que jogou todos os minutos
com muita intensidade e venceu por 4 a 3. O gol do título
foi de Sílvio Pirilo, que já havia marcado outro
na partida. Os outros gols pelo lado carioca foram feitos
por Tim e Lelé. Pelos paulistas, marcaram Milani (2)
e Servílio. Formação dos cariocas: Aymoré,
Domingos da Guia e Oswaldo, Afonsinho. Zarzur e Argemiro;
Pedro Amorim, Lelé, Pirilo, Tim e Patesko. Formação
dos paulistas: Oberdan; Agostinho e Beglionini; Jango. Brandão
e Dino; Cláudio,. Servílio. Milani. Lima e Pipi.
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Foto: Acervo Gazeta Press
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Didi
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Inauguração do
Maracanã
Coube às seleções de São Paulo
e do Rio de Janeiro inaugurarem o maior estádio do
mundo, o Maracanã, no dia 16 de junho de 1950, às
vésperas da Copa do Mundo. Com a presença do
então presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra, e
de outras autoridades, foi cortada a fita, tocado o Hino Nacional
e apresentado um belo jogo de futebol.
Os cariocas saíram na frente, com um gol de Didi, aos
dez minutos do primeiro tempo, após belo passe de Charly.
Ainda no primeiro tempo, Augusto empatou para os paulistas.
No segundo tempo, Ponce de Leon marcou dois gols e deu a vitória
para o time de São Paulo. Formação dos
paulistas: Osvaldo; Homero e Dema; Djalma Santos, Brandãozinho
e Alfredo; Renato, Rubens (Luizinho), Augusto, Ponce de Leon
(Carbone) e Brandãozinho II (Leopoldo). Formação
dos cariocas: Ernani (Luiz Borracha); Laerte e Wilson; Mirim,
Irani e Sula; Aloísio (Alcino), Didi (Ipojucan), Silas
(Dimas), Carlayle (Simões) e Esquerdinha (Moacir).
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Foto: Acervo Gazeta Press
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| Julinho |
O dia em que Julinho deu um
baile em Nilton Santos
Em 1952, fazia exatamente dez anos que os paulistas não
conquistavam o campeonato brasileiro de seleções.
No primeiro jogo da decisão contra o Rio, no Pacaembu,
o placar ficou no 1 a 1. No Maracanã, os comandados
de Aymoré Moreira precisavam vencer para trazer o título
para São Paulo.
Então, no dia oito de julho, os paulistas desbancaram
os favoritos cariocas por 3 a 0, com uma atuação
impecável de Julinho, o ponta-direita que deu um baile
em Nílton Santos e marcou um dos gols da partida. Apesar
de ser no Rio de Janeiro, mais de 30 mil torcedores de São
Paulo marcaram presença no estádio e comemoraram
a vitória que garantiria o título aos paulistas.
No terceiro jogo, empate de 1 a 1 também no Maracanã.
Formação dos paulistas: Muca; Djalma Santos
e Hélvio; Bauer, Brandãozinho e Noronha; Julinho,
Antoninho, Baltazar, Pinga e Rodrigues. Formação
dos cariocas: Castilho, Arati e Pinheiro; Eli, Jair Santana
e Nilton Santos; Telê Santana, Didi, Ademir, Ipojucan
e Friaça.
Elizabeth II nas arquibancadas
A visita da rainha Elizabeth II ao Brasil, em 1968, acabou
em futebol. A rainha foi a principal atração
do confronto que valia a Taça de Prata entre paulistas
e cariocas, no Maracanã. Em jogo festivo, a seleção
de São Paulo, comandada por Pelé, venceu a equipe
da casa por 3 a 2. Elizabeth II participou da cerimônia
ao final do jogo e entregou o troféu nas mãos
do Rei. Gérson, capitão carioca, também
recebeu o título de consolação das mãos
da rainha. Em entrevistas, Elizabeth II confessou se sentir
perdida durante a partida, já que não entendia
porque os torcedores só comemoravam gols dos azuis
(cariocas).
Último confronto
Depois de 15 anos sem se enfrentarem com times principais,
as seleções fizeram dois jogos promovidos pela
Rede Globo no interior paulista em setembro de 1996. As rendas
arrecadadas seriam revertidas para as reformas do Morumbi
e construção da nova sede da Federação
Carioca de Futebol.
No dia 12, o primeiro confronto aconteceu em Presidente Prudente
e a vitória foi dos paulistas por 5 a 3. Apesar das
verbas do jogo serem destinadas às reformas do seu
estádio, o São Paulo não cedeu nenhum
jogador, obrigando o técnico Wanderley Luxemburgo a
fazer um combinado com atletas do Santos, Palmeiras, Corinthians
e Portuguesa. Os destaques eram Djalminha, Luisão,
Cafu, Marcelinho, Zé Roberto e Narciso. Pelo lado dos
cariocas, Ricardo Barreto colocou em campo jogadores como
Túlio, Gonçalves, Luizinho e Edmundo. No segundo
jogo, dia 25, os jogadores em campo eram os mesmos, mas os
cariocas deram o troco por 2 a 0, gols de Edmundo e Luizinho.
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